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Você sabe tomar decisões?

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Como você reage quando precisa tomar uma decisão? Você faz escolhas facilmente ou o processo decisório é combinado com muitas incertezas que acabam por deixá-lo estressado? Para a maioria das pessoas o momento de decidir gera muita tensão e acabam por preferir empurrar o problema para não fazer uma escolha, enfrentando suas consequências.

Quando pensamos no mundo corporativo podemos afirmar que a decisão passa a ser um processo simples, objetivo e eficiente, afinal gerir nada mais é do que analisar resultados, buscar soluções, decidir e implementar, correto? Não. Infelizmente o óbvio não é a realidade do mercado. Gestores têm sim muita dificuldade em decidir, mas poucos consideram que tenham a aprender neste campo. No entanto, pesquisas e estudos demonstram que metade das decisões tomadas nas empresas fracassam. E por que isso acontece?

Porque novamente, preferimos “empurrar o problema com a barriga”, isto chama-se decisão por fuga, onde demora-se tanto para agir que o problema se resolve sozinho – seja para o bem ou para o mal. Esse método é mais comum do que pensamos mas podemos fazer diferente e otimizar nossas decisões, maximizando as possibilidades de obtermos um resultado positivo.

Um ponto importante é notarmos que apesar das milhares de possibilidades que surgem no processo de tomada de decisão é muito difícil racionalizarmos mais do que duas opções. Se você tiver uma única opção, você está acorrentado. Se você tiver duas opções, você vive um dilema, onde o antagonismo das opções o leva ao estresse. Portanto, nunca tome uma decisão sem elencar no mínimo três possibilidades.

Quando conseguir racionalizar as três opções, você terá a liberdade de decidir. Mas como racionalizar opções? É fundamental que no processo decisório você consiga fazer perguntas inteligentes para lhe auxiliar na escolha. As primeiras perguntas que você deve fazer são:  Qual resultado eu desejo? Quais consequências eu espero? Desta forma, você estará focando no resultado e isto facilitará sua análise.

As outras perguntas que deve fazer são: Porque eu quero fazer isto? Qual é o propósito? Ao passo que deixamos de absorver uma ação como uma obrigação, ou seja, tenho que fazer isto… tenho que fazer aquilo…, através da identificação do seu propósito conseguimos enxergar o que deve ser feito com mais clareza. Por exemplo, quero investir em mídia de massa porque, desta forma, vou conseguir alavancar as vendas da geladeira em promoção. Ou ainda, vou trocar de carreira pois minhas habilidades em compreender o ser humano me indicam que terei mais sucesso trabalhando com gestão de pessoas do que com balancetes.

E por final, quais ações eu devo tomar para alcançar os resultados que eu quero? Isto é traçar as estratégias que melhor se adequam ao resultado esperado. Estes simples questionamentos facilitam o entendimento do que, quando e como deve ser feito, e principalmente, o porque deve ser feito. Compreendendo isto, você terá motivação suficiente para agir e dar adeus àquela sensação de paralisia nos momentos mais importantes.

Chega de empurrar  os problemas com a barriga! Procrastinar só vai aumentar as chances de seu resultado ser negativo. Porém, agir com base no propósito, focando nos resultados que deseja vai maximizar as possibilidades de sucesso.  É natural ter dúvidas, mas grandes líderes e gestores têm dúvidas após a decisão tomada. Não antes!


Vivian Zanchin – MetaUP
É especialista em Gerenciamento de Marketing e Coach. Sua empresa atua na consultoria e assessoria empresarial com gestão de resultados.