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Geração Y e o videogame

Os jovens nascidos entre 1980 e 2000, chamada Geração Y, foram criados em um ambiente altamente competitivo. A grande maioria passou muitas horas de sua infância e juventude, disputando jogos em seus videogames.

Este excesso de tempo a frente do computador gerou pessoas que se acostumaram ao isolamento social. O que as tornou individualistas e sem que houvesse necessidade de compartilhamento de ideias e de ideais. Um verdadeiro cada um por si. E, em um mundo cada mais multidisciplinar, com a necessidade de troca de informações entre departamentos e pessoas, este jovem tem medo, receio e mesmo não sabe como fazer esta troca de informações.

Esses jovens almejam trocar de “fase” o mais rápido possível. O desafio deve ser constante. Havendo troca de nível, deve haver premiação. Se não caíram moedas ou ganhou nova vida, se frustra, se entedia e muda.

Desta forma, convivemos com jovens brilhantes, que na primeira perda, trocam de emprego, curso ou carreira. E como a oferta de jogos, neste caso, empregos, profissão e atividades se tornou múltipla, trocam com a maior facilidade.

O lado bom é que possuem uma boa autoestima. Pois aprenderam que sempre haverá um jogo disponível, e caso a pressão aumente, poderão ir nas regras do jogo e alterar para um modo mais fácil. Infelizmente, na vida real, sabemos que não funciona desta forma.

Por tal motivo é que possuem uma baixíssima tolerância à crítica. Pois quando esta parte de um superior hierárquico, este conversa de igual para igual, confrontando-o e, conforme a situação, não a aceitando. Afinal, nos jogos eletrônicos não havia hieraquia. Não havia intermediários. Cada um era o seu chefe e ditava o modo e horários em que ia atingir a meta. E como as regras vinham pré-definidas, não entendem como as regras podem mudar na corporação, no meio social ou familiar. Não há flexibilidade.

Diante deste contexto, ainda assim, poderemos ter excelentes colaboradores, gerentes e diretores. Basta para isto deixar bem claro as regras, mostrar a possibilidade de crescimento e criar, continuamente, desafios.

 

Eduardo Bomfiglio

Coach, advogado, escritor e consultor